segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

É complicado escrever num blogue como este quando há tanta coisa estúpida a acontecer por esse mundo fora.
Resolvi escrever uma mensagem de esperança, por assim dizer.
Os Oito anos da administração Bush acabaram, muita coisa foi mal feita e o mundo perdeu a confiança no futuro.
As torres caíram, as guerras começaram e a crise apareceu.
E o senhor do Texas manipulou as vidas das sociedades de uma forma grotesca.
Mas o reinado acabou e os eleitores (como os de todos os países) quando as coisas estão más gostam de trocar. Pois bem, surge o senhor Obama, homem carismático e de grande sorriso e aceita o trabalho de recuperar isto, pois se ele recuperar o seu querido país, os outros seguem-lhe as pisadas.
Não acredito que ele seja o herói desejado que nos salvará, mas pelo menos tenho a certeza de que mudará o rumo em que nos encontramos. Só nos resta a esperança de que esse rumo seja o mais feliz para todos, pois aquele em que estamos agora só nos levaria no caminho da desgraça final.
Por isso, esperança! Pelo menos esperança na certeza da mudança que se nos avizinha.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Os senhores do Gás

Caramba, está mesmo frio. Nem quero imaginar como estarão os países do centro da Europa. Não se deve poder sair de casa. Ainda bem que os nossos "amigos" russos nos fornecem com gás natural para aquecer as nossas casas e traseiros europeios.
Mas espera, uns palhaços chamados governo ucraniano resolveram, com a desculpa de não terem dividas para pagar e de não gostarem de russos, começaram a literalmente roubar o gás e a melhor solução que os russos encontraram foi cortar o fornecimento de gás para a Europa.
Agora está tudo ao frio pois os detentores do fornecimento de 1/4 do gás natural europeu não se querem arranjar com os vizinhos.
Isto é obviamente um resumo muito mal explicado da situação que se está a viver neste principio de ano, mas não sou jornalista e se querem comentar podem se informarem: http://www.euronews.net/ ).
Apenas quero comentar a piada espectacular que acho a isto tudo. Quando se elegem dirigentes políticos de um modo democrático supõe-se que serão pessoas integras, que defenderão o bom nome do país e manterão boas relações com os países vizinhos, mas parece que estes valores básicos são um pouco ignorados nestes países de leste, que do nada criam discussões que influenciam tantas pessoas.
O que a Ucrânia está a fazer é pura chantagem (acho piada a que queiram entrar na União Europeia) e a solução que Rússia encontrou é desconsideração total pelos clientes.
Como estava a dizer, acho piada a estes jogos de poder. Parece que no leste as forças de autoridade brincam com a vida das pessoas com uma facilidade que me arrepia, não parece que os deve arrepiar a eles, por fazer lá tanto frio já estão habituados, daí não se importarem com o gás (digo eu)... :(

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Do animal ao consumista

Na natureza existem dois grandes tipos de animais: os predadores/caçadores e os recolectores. O homem primordial é designado como caçador/recolector e dada a sua elevada inteligência adquiriu uma elevada capacidade de adaptação à qual mais nenhum animal no planeta se conseguiu equiparar. Assim a raça humana espalhou-se pelo mundo e deixou os seus hábitos de caçadores/recolectores para trás e criou um novo grupo, o de Produtor, subjugando o crescimento e desenvolvimento de outras espécies (animais e vegetais) à sua vontade.
Ora, muitos milhares de anos passaram e o que mudou? Ao longo do tempo refinou-se a capacidade de produção pelo que a quantidade e a variedade dos produtos produzidos levaram a um consumo constante. Surgiu assim o fenómeno do Consumismo (presente apenas nas sociedades industrializadas capitalistas, não falo como é claro dos países de 3º mundo que não conseguem ter sequer uma boa capacidade de produção).

Nas sociedades produtoras o poder era obtido pela força, pois a quantidade era poder e quanto mais se tivesse mais poderoso se seria, pelo que a guerra por propriedade era constante.
No consumismo a quantidade deixa de ser importante, pois a maioria dos bens está ao acesso da maioria da população, logo a gestão do poder deve ser feita de outra maneira. O poderoso deixa de ser aquele que possui mais mas aquele que controla melhor o instinto consumista. A publicidade é o método mais conhecido para influenciar as mentes ao consumo.
A variedade é outro instrumento. Embora necessária para o estabelecimento da qualidade de vida, a elevada diversidade de produtos leva ao desejo de consumo.
Pois bem, o ser humano viciou-se no consumo, não consegue viver sem ele, todos os seus hábitos direccionam-se para o consumo (alimentação, lazer, trabalho...).
Assim quem controlar o consumo, controla a forma como a sociedade funciona.
Surge o problema de quando a sociedade entra em crise, o poder de compra diminui e por consequência a capacidade de consumo também diminui. Como todo o viciado, o humano procura uma nova dose do produto e como não consegue aí surge a revolta e a indignação.
Para quem controla isto pode parecer mau, mas é a falta do consumo que permite direccionar as mentes para onde se quer, pois as mentes mudam na esperança do tempo de consumo voltar.
A mente presa no consumo não quer mudar pois gosta do que está a consumir, mas a mente com falta de consumo muda para onde os órgãos de poder apontarem que está o consumo.
Como consumista de nascença procuro contrariar esta tendência, a minha mente deve procurar a mudança segundo o seu espírito crítico, não pela esperança cega nas promessas de que o tempo das vacas gordas vai voltar.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O que é o magalhães?

O Magalhães, computador português (ou digamos que de montagem portuguesa para ser mais específico) com o intuito de trazer ás crianças a sabedoria da tecnologia digital é visto por muitos como um mero golpe publicitário e uma forma de direccionar fundos públicos para um grupo privado (JP Sá Couto). Sem querer discordar destas opiniões (muito provavelmente correctas) tenho a função do Magalhães como um pouco mais obscura.

Por muito ignorante que o povo seja, por muita falta de cultura e de espírito crítico que apresente uma vez apresentados os problemas globais da sociedade à sua frente, existe a hipótese de as pessoas se revoltarem e procurarem modificar o funcionamento social. Ora, a capacidade de atenção de um humano é bastante reduzida e a de um humano português ainda mais pelo que se prende facilmente com reality-shows, futebol, notícias sensacionalistas, etc. Mesmo assim os media fazem destacar estes problemas que os órgãos governantes tanto querem reprimir e visto a censura ser ilegal (pelo menos de modo explicito) procuram direccionar as mentes portugueso-humanas para estes outros assuntos não tão problemáticos e ainda ganhar um trocos com o processo procurando justificar as despesas públicas.

No caso do Magalhães o problema é a má qualidade e gestão do ensino português e o pequeno computador procura distrair o público para os problemas que acarreta, pois se o computador não tivesse defeitos não seria notícia, seria apenas novidade.

E a verdade é que o ensino contínua péssimo e o país de gente ignorante que pouco
se manifesta assim continuará a ser nas gerações futuras, pois a ignorância apenas pode ser combatida através da educação das massas.
Vejo portante o conceito do Magalhães como um atraso para evolução da população do país enquanto indivíduos capazes e sejamos francos o problema não está na máquina mas sim no utilizador. a criança deve aprender com qualidade, não com quantidade...

Ai a Crise!

Crise, crise, crise... estou farto de ouvir falar de crise.
Parece que o mundo vai acabar este ano que começa agora. Instalasse um medo na população, um medo pela aproximação do desemprego que a recessão trará, mas vamos ter confiança no novo presidente Americano (não que eu goste de americanos regra geral), que pelo menos é novo e tem esperança nas promessas que faz, ou será tipo político português que é bom é a atirar postas de pescada ao ar.
Bem, vamos ter esperança e acreditar que o preço dos combustíveis não sobe outra vez de forma estúpida e que a recessão vai ser apenas mais uma crise passageira.

Introdução

Este blogue é a forma que encontrei de exprimir a minha indignação, para expressar os meus pensamentos às massas (ou a quem quiser ler) sobre este país defeituoso que é Portugal.
São opiniões pessoais, não conotadas a partidos políticos (caso o pareçam paciência), e quem for de boas intenções que as comente pela positiva ou negativa.
Que a voz do pensamento humano nunca se cale perante a adversidade.

Prólogo

Que neste blogue não haja cores ou artigos, que a mente humana se exprima e a crítica flua nestas linhas virtuais, pois a voz pode ser apagada mas o pensamento livre sempre fluirá.